Mesas Redondas

Dia 1
06 maio 2019
Dia 2
07 maio 2019
Dia 3
08 maio 2019

O sim, o não, o talvez e o nem tanto, na gramática da língua

Participantes: Maria Helena Moura Neves, Carlos Faraco, Marcos Bagno

Vagas: 100

Em dois territórios esta fala trata a gramática da língua em uso, ambos assentados na visão de que as lições de ‘gramática’ não conseguem bem resolver-se explanatoriamente se a descrição do analista oferecer rótulos categoriais invariavelmente unifuncionais. Na primeira amostra propõe-se que, sem nunca ser desmentida a regulação sistêmica da língua, seu uso faz ver, entretanto, que é no jogo combinatório dos traços categoriais dos termos ocorrentes nos diferentes pontos do enunciado que se define a categoria específica. Na segunda amostra – mais discursivamente implicada – desta proposta de uma análise linguística não comprometida com fixidez de limites, descortina-se o próprio território da ‘polarização’: trata-se, em princípio, de um jogo binário de sim / não, entretanto a operação discursiva de transitar entre os polos compõe todo um espaço intervalar de produção de sentido que resulta na montagem, por exemplo, de nãos que não negam, de comparações que relativizam cotejos e de modalizações que trazem o falante para o palco das relativizações (nunca comprometido o sistema da língua, insista-se).

Nos Limites do Discurso

Participantes: Jean-Jacques Courtine & Monica Zoppi

Vagas: 650

L2 Desenvolvimento da Fala: Desafios e Proposições

Participantes: Xinchun Wang & Ubiratã Alves

Vagas: 650

O papel da Contexto na Linguística nos últimos 32 anos

Participantes: Ataliba de Castilho, Jaime Pinsky e Dermeval da Hora

Vagas: 100

Rotas de Mudança no léxico do Português

Participantes: Graça Rio-Torto & Mário Viaro

Vagas: 100

A tensão entre estabilidade e mudança, entre conservadorismo e inovação que define as línguas, também se reflete no léxico, na sua arquitetura, nos seus constructos lexicais, nos seus padrões de formação e de construção de palavras, nos recursos morfolexicais e morfossemânticos ao serviço desta. Como os demais setores da língua, o léxico é feito de mudança, vivendo dela e nela. Os sucessivos períodos de reorganização estrutural do léxico da língua portuguesa acompanham as demais alterações da língua nos diferentes domínios, pelo que será valorizado o interfaceamento com a fonologia, a morfologia, a semântica, a sintaxe, a pragmática, em estreita articulação com as condições discursivas e textuais de uso, os factores sociocognitivos e os contactos interidiomáticos que moldam o funcionamento das línguas. Nesta mesa-redonda intenta-se descrever e analisar algumas das tendências mais/menos prototípicas das mudanças ocorridas, os domínios de emergência das mesmas, as suas motivações, as suas repercussões dentro do léxico, na língua, na periodização desta, na reanálise, na gramaticalização, na lexicalização e na ressemantização operadas, na orgânica das tipologias textuais, entre muitos outros aspetos. A natureza extremamente heterogénea do léxico e a multiplicidade de fatores que criam dinâmicas de mudança no seu interior justificam a heterogeneidade de embasamento teórico e a diversidade da base empírica do estudo, que pode ser o português do Brasil, vernacular ou não, o Português de Portugal, hodierno ou de épocas pretéritas, em qualquer uma das suas variedades diatópicas, diastráticas e/ou diafásicas.

Abordagens formais à sintaxe da língua de sinais: o impacto da modalidade

Participantes: Roland Pfau & Ronice Quadros

Vagas: 650