Oficinas

Dia 1
02 maio 2019
Dia 2
03 maio 2019

Método de busca de dados na internet para pesquisas linguísticas

Professor: Lafayette Batista Melo

Data de início: 02/05/2019
Data de término: 04/05/2019

Vagas: 50

Esta oficina tem como objetivo mostrar práticas de busca de informação na Internet para que os alunos possam otimizar a coleta de dados de suas pesquisas. A oficina relaciona- se com a temática do evento “A Linguística na Contemporaneidade: debates, desafios e propostas”, por mostrar algo altamente relevante e desafiador nas pesquisas de hoje: como usar estratégias e técnicas para otimizar o trabalho do pesquisador na busca adequada de dados com auxílio da tecnologia, em meio à grande quantidade de informação disponível. O curso cobrirá, enfatizando cada assunto de acordo com o interesse do público, os seguintes tópicos: 1) as pesquisas na Internet e o procedimento de pesquisadores para obter dados relevante – autoria e outros problemas nos estudos linguísticos 2) como os dados são arquivados e indexados na Internet 3) o que as pesquisas em Linguística mostram sobre as buscas na Internet e como poderiam ser otimizadas 4) especificidades de uso do Google para pesquisadores: usando comandos ocultos para filtrar melhor os dados 5) como encontrar materiais que não estão mais na Web 6) sincronizando e administrando os dados em navegadores e em redes móveis 7) como o pesquisador pode coletar dados nas redes sociais 8) busca de vídeos e imagens 9) onde guardar os dados obtidos 10) ferramentas e estratégias de busca para verificar tendências 11) como rastrear, registrar e administrar dados obtidos em páginas Web 12) exemplos de constituição de um corpus em Análise do Discurso, integrando a Web e o Facebook.

 

 

Análise crítica do discurso jornalístico escrito

Professor: Iran Ferreira de Melo

Data de início: 02/05/2019
Data de término: 04/05/2019

Vagas: 50

Na sociedade contemporânea, tem sido comum atribuir-se grande poder às práticas de comunicação de massa. Dentre elas, o jornalismo desponta como um dos principais exemplos dessas práticas, que desempenha tarefa fundamental no agendamento social de temas que estimulam o diálogo coletivo sobre assuntos de várias ordens. Mas, ainda sustentada pelo mito da imparcialidade, a prática jornalística desenvolveu formas de manipulação social a partir de estratégias de exercício do poder materializadas por segmentos semióticos em vários gêneros discursivos jornalísticos capazes de manobrar os potenciais efeitos dos textos a depender dos interesses ideológicos de quem os produziu ou da instituição a que estão atrelados. Desse modo, partindo do princípio de que tais artifícios são a chave para qualquer projeto que busque pensar criticamente a imprensa, este tutorial tem como objetivo desenvolver, em 3 horas de duração, a apresentação de uma metodologia de pesquisa que qualifique pesquisadores/as de linguagem a analisar a constituição do discurso jornalístico e seus efeitos de sentido. Apontaremos um procedimento de estudo em três etapas: desde uma investigação da conjuntura de práticas em que se encontra o veículo jornalístico a ser analisado, mostrando um método de estudo que identifique o texto como parte de um conjunto de práticas sociais com o qual ele colabora ou transforma (1 hora); passado por uma análise das estruturas genéricas dos textos no contexto do suporte investigado (1 hora), até a investigação descritiva de microestruturas textuais que dão visibilidade ao conteúdo do texto e ajudam a conduzir o sentido na leitura (1 hora). O público-alvo é formado por pesquisadores com diferentes graus de formação nas áreas da Linguística do Discurso. As aulas terão o formato expositivo, auxiliado com exercícios práticos e com apoio de projetor digital e exemplos impressos de textos jornalísticos. Este tutorial se enquadra no conjunto de ações formativas provenientes dos estudos contemporâneos do discurso, amplamente conhecido sob o rótulo de Análise Crítica do Discurso e tem o intuito de contribuir como aporte de diferentes investigações que tratem do desvelamento ideológico em análises de discursos institucionais e dominantes.

Oficina Zumbi: perspectiva e gramática

Professores: Sabrina Santos, Rafaela Aquino & Luiza Braga

Data de início: 02/05/2019
Data de término: 04/05/2019

Vagas: 50

Esta oficina orienta-se pela concepção politécnica para a formação de leitores críticos, direcionando-se para professores, interessados em conhecer metodologias de ensino e aprendizagem. A ação se insere em um projeto que busca o diálogo entre a Psicolinguística Experimental, Linguística Teórica, Teoria Literária e Educação Básica. Dados experimentais produzidos em escolas do ciclo básico indicam correlato entre baixa proficiência em leitura e dificuldades de computação de estruturas oracionais. Diante das evidências encontradas, propõe-se uma oficina de tradução intersemiótica com foco no desenvolvimento de consciência sintática no processo de leitura e escrita. Serão trabalhados alguns conceitos da gramática da língua portuguesa, sob o quadro teórico da Gramática Gerativa, analisando de que maneira a escolha de uma determinada estrutura influencia na interpretação e na perspectiva do período (ou sentença). A atividade parte da leitura e análise de trechos da peça de teatro “Arena Conta Zumbi”, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri (1965), e de registros visuais da montagem da peça feita por João das Neves em 2012. Os “oficinantes” serão orientados a construir uma revista no formato zine, adaptando a dramaturgia a partir de uma definição clara do ponto de vista a partir do qual se constitui o foco narrativo. No decorrer da atividade, planejada para ter duração de 3 horas, buscar-se-á trazer à tona a consciência linguística estimulando os participantes a pensar de forma científica e metacognitiva sua própria língua. Optou-se pela tradução intersemiótica por dois motivos fundamentais: a possibilidade de se analisar os elementos essenciais que compõem as semioses envolvidas (i.e., o texto literário e o filme) e a conectividade e aderência que este tipo de atividade estabelece entre o leitor/espectador e o objeto a ser traduzido. Plano de Trabalho: A peça “Arena Conta Zumbi”, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri (1965) tornou-se uma referência no teatro nacional com o uso do sistema coringa. Este sistema é uma estratégia cênica de rodízio entre os atores dos papeis em cena, permitindo superar a identificação da plateia com os personagens. Assim, este plano de trabalho propõe uma ação coletiva e colaborativa de adaptação da dramaturgia. Esta adaptação servirá para que diferentes cenas possam ser trabalhadas por diferentes grupos, o que permitirá estruturar a peça na sua totalidade sem que haja uma interpretação padrão para cada personagem. Isso se justifica porque cada grupo terá a liberdade de orientar a perspectiva com que deve abordar a cena trabalhada. A oficina se trata de uma tradução intersemiótica da dramaturgia para impressos visuais, no formato (fan)zine, com imagens de uma montagem da peça realizada em 2012. A adaptação de diferentes cenas da peça permitirá concatená-las, ao final da oficina, estabelecendo uma totalidade dramatúrgica e permitindo aos grupos envolvidos debaterem sobre suas escolhas. DIA 1: 1º ação: apresentação sucinta da dramaturgia de Arena Conta Zumbi. 2º ação: apresentação sucinta das imagens da montagem da peça, realizada em 2012. 3º ação: produção do argumento que direcionará a seleção de imagens, os prints e a adaptação da narrativa para o formato de zine. DIA 2: 1º ação: analisadas em horário alternativo à peça, as imagens do registro deverão ser pré-selecionadas em momento alternativo à aulas. As escolhas individuais devem ser debatidas nos grupos. 2º ação: as imagens escolhidas pelo grupo devem ser selecionadas e extraídas dos vídeos da peça. 3º ação: montagem da revista (fan)zie a partir de excertos da dramaturgia e de imagens selecionadas. 4º apresentação dos resultados e avaliação cletiva.

Transcrição de línguas de sinais com o ELAN

Professores: Miriam Royer e Ronice Müller de Quadros

Data de início: 02/05/2019
Data de término: 04/05/2019

Vagas: 50

Os pesquisadores de línguas de sinais necessitam utilizar ferramentas de anotação que permitam localizar os dados em um vídeo, analisando imagem por imagem em movimento. Para isso, indicamos o Sistema de Anotação do ELAN (Eudico Annotator), um software de anotação de acesso livre, que vem sendo atualizado de forma sistemática, para o desenvolvimento de pesquisas com línguas de sinais. Os participantes terão a oportunidade de aprenderem os primeiros passos de uso do ELAN para realizar uma transcrição básica de um texto em Libras, utilizando glosas (IDs), com trilhas pré-estabelecidas. Os participantes também irão aprender como criar trilhas para atenderem objetivos específicos de uma dada pesquisa, utilizando um vocabulário controlado. Descrição do público alvo: Pesquisadores de línguas de sinais (alunos e professores) Tópicos que serão abordados: – Uso do software ELAN – Eudico Annotator. – Manual de transcrição de línguas de sinais do Corpus de Libras. – Prática de transcrição utilizando o ELAN com um vídeo de um texto em Libras. – Transcrição de línguas de sinais: problemas e soluções. Requerimentos para participar desta oficina: – ser fluente na Libras (a oficina será ministrada em Libras) – trazer seu próprio laptop – instalar previamente o ELAN (https://tla.mpi.nl/tools/tla-tools/elan/ )

A dicionarização de línguas indígenas brasileiras

Professor: Jorge Domingues Lopes

Data de início: 02/05/2019
Data de término: 04/05/2019

Vagas: 50

A oficina tratará do estado da arte das obras lexicográficas das línguas indígenas brasileiras, nos últimos cinco séculos, apreciando criticamente os seus respectivos padrões de macro e microestruturas. Apresentará e discutirá com detalhes – configuração e uso – os recursos do programa “Línguas – Banco de Dados para Documentação Linguística”, um programa de gerenciamento de banco de dados baseado em Access e VBA, cuja principal finalidade é auxiliar o trabalho de pesquisadores na documentação e análise de línguas. Desenvolvido para permitir a documentação lexicográfica de línguas, com foco especial nas línguas indígenas, da maneira mais prática possível, permite a construção de materiais lexicográficos com diferentes configurações. Serão demostradas 14 configurações de dicionários e os passos para a construção de cada uma delas no âmbito do Programa em pauta.

Ética em pesquisa na Sociolinguística: tutorial para submissão de projeto ao CEP/CONEP na Plataforma Brasil 

Professora: Raquel Meister Ko. Freitag

Data de início: 02/05/2019
Data de término: 02/05/2019

Vagas: 50

O tutorial visa apresentar os procedimentos de submissão de um projeto de pesquisa da área de sociolinguística ao CEP/CONEP na Plataforma Brasil, de acordo com a Resolução 510/2016. São discutidas questões éticas que envolvem a coleta de dados sociolinguísticos observacionais, como a entrevista sociolinguística, e experimentais, como testes de julgamento e reação subjetiva e critérios de inclusão e exclusão de participantes. A partir destas questões, é apresentada a estrutura de projeto requerida para avaliação no CEP/CONEP e um passo a passo para realizar o cadastro do projeto na Plataforma Brasil. Além do projeto, são explorados também os documentos necessários para o registro, como o termo de consentimento livre e esclarecido e o termo de assentimento.

A importância da Linguística Textual no contexto ensino-aprendizagem: a intertextualidade em sala de aula

Professor: Gisélia Evangelista de Souza

Data de início: 02/05/2019
Data de término: 03/05/2019

Vagas: 50

A oficina A importância da Linguística Textual no contexto ensino-aprendizagem: a intertextualidade em sala de aula tem como objetivo apresentar sugestões para se trabalhar a intertextualidade em sala de aula ao considerar a sua importância para desenvolver a capacidade leitora dos alunos. A atividade será desenvolvida através de aula expositiva dialogada seguida de exercícios práticos escritos e orais realizados em grupo e terá duração de duas horas, distribuídas em dois dias. No primeiro dia, ocorrerá a apresentação teórica fundamentada na Linguística Textual (LT), visto que nela temos um aporte que nos ajuda a entender o nível de aprendizagem de um aluno e um auxílio no processo de aprendizagem e conhecimento. No segundo dia, será desenvolvida pelos participantes, a parte prática, que contará com textos de diversos gênero como propagandas, ditos populares, charges e poesias que apresentem intertextos implícitos, a partir dos quais serão exploradas estratégias de prática de leitura. Poderão participar da oficina: alunos de graduação em Letras e Pedagogia, professores de Língua Portuguesa e interessados em desenvolver estratégias de leitura em sala de aula utilizando-se da intertextualidade

A Implementação de um Fragmento de Gramática do Português Brasileiro no Formalismo LFG-XLE

Professores: Daniel de França Brasil Soares, Juliana Barroso Brandão e Juliana Lopes Gurgel

Data de início: 02/05/2019
Data de término: 04/05/2019

Vagas: 50

Há no Brasil carência de trabalhos em Linguística Computacional (LC) e em Processamento da Linguagem Natural (PLN) voltados para a construção de gramáticas computacionais (ALENCAR, 2013). Para tentar diminuir essa lacuna, esta oficina objetiva oferecer um treinamento para a construção de gramáticas computacionais sob a perspectiva da Gramática Léxico-Funcional (LFG, do inglês Lexical-Functional Grammar) (KAPLAN e BRESNAN, 1982) no sistema XLE (do inglês Xerox Linguistic Environment), que constitui o estado da arte para a implementação e teste de gramáticas nesse formalismo (CROUCH et al., 2011). Esta oficina se baseia em dois trabalhos: nas lições do manual introdutório de Schwarze & Alencar (2016), que propõem fragmentos de gramática do francês com implementação computacional no software XLE; e no trabalho de Soares et al. (2017), que descrevem a implementação computacional de uma minigramática do Português Brasileiro (PB) sob a ótica da LFG. Esta oficina, portanto, tem como foco apresentar progressivamente a modelagem computacional de um fragmento de gramática do PB. Nessa oficina, implementamos fenômenos linguísticos, entre outros: a concordância verbal e nominal, a sintaxe dos adjetivos, a voz passiva, o passado composto, valência verbal, complementos oracionais com que e se, sintagmas preposicionais na função de adjuntos e verbos de controle.

O uso de corpora sintaticamente anotados

Professora: Charlotte Galves

Data de início: 02/05/2019
Data de término: 04/05/2019

Vagas: 50

O estudo da sintaxe em grandes corpora diacrônicos ou sincrônicos requer uma anotação que permita recuperar a informação sintática. Seguindo a metodologia proposta para a construção dos Penn Parsed Corpora of Historical English (Anthony Kroch e colaboradores), foi construído o Corpus Tycho Brahe do português histórico (CTB) que reúne textos escritos em português por escritores nascidos entre 1483 e 1890 em Portugal e no Brasil, e contém 27 textos com anotação sintática (cf. www.iel.unicamp.br/˜tycho/corpus). Somando os corpora anotados de língua portuguesa (além do CTB, os corpora construídos em Portugal: o corpus dialetal Cordial-Sin, o corpus do português antigo Wochwel e o corpus de cartas familiares do séc. 16 a 20 Post-Scriptum), são mais de 3 milhões de palavras disponíveis para a comunidade de estudiosos da história e da dialetologia portuguesa. Para a anotação e o uso desses corpora foi desenvolvido um sistema de anotação unificado. Também existem corpora anotados do francês e do islandês construídos nos mesmos moldes. Essa metodologia foi recentemente adaptada para o estudo de uma língua indígena, o kadiwéu. O tutorial consistirá em apresentar o sistema de anotação para o português e a linguagem de busca Corpus Search.

Novas abordagens computacionais em Linguística Histórica

Professor: Tiago Tresoldi

Data de início: 02/05/2019
Data de término: 04/05/2019

Vagas: 50

As técnicas base da linguística histórica, o “método comparativo”, não se alteraram significativamente nos últimos séculos: comparação intensiva de material linguístico, identificação de correspondências regulares e reconstrução da história de línguas e de suas famílias. Entre seus limites estão a condução essencialmente manual (mesmo quando auxiliada por computadores), as limitadas redes de colaboração (sobretudo quanto ao compartilhamento de dados) e o fato de algumas tarefas cruciais (como a identificação de cognatos) serem às vezes baseadas em conhecimento não formalizado. Propostas computacionais para superação desses limites têm sido avançadas há mais de 50 anos, com limitada aceitação por parte da comunidade (veja-se a justificada recepção da glotocronologia de M. Swadesh e das propostas sobre o Nostrático); contudo, na última década temos assistido à difusão e progressiva aceitação de uma nova categoria de métodos, influenciada pela estatística bayesiana e por práticas da biologia, como resposta a desafios impostos por certas famílias linguísticas (como a Sino-tibetana ou línguas de sinais) e a demandas de transdisciplinaridade e acesso aberto. Partindo de uma proposta de complementação da abordagem tradicional, na qual os resultados devem ser sempre interpretáveis e cujo intuito é assistir e não substituir os pesquisadores, essa oficina começará pela revisão do método comparativo e pela exposição dos princípios das novas abordagens, ilustrando seus limites e apresentando as críticas já avançadas. Os participantes aprenderão a realizar alinhamentos fonéticos, identificar padrões de correspondência sonora, detectar cognatos, construir filogenias e empregar colexificações totais e parciais. Será dada grande ênfase à preparação adequada de bancos de dados linguísticos destinados à colaboração a ao processamento. Apesar de não ser necessária a reprodução das demonstrações pelos participantes, toda interação computacional poderá ser reproduzida individualmente em uma interface web aberta (http://edictor.digling.org/). A oficina é oferecida com o intuito de difundir os novos métodos, despertando um novo interesse pela linguística histórica e permitindo que os interessados iniciem sua capacitação nos mesmos, sendo também destinada a expandir o número de colaboradores brasileiros de nosso Instituto, com o propósito de avançar em pesquisas sobre a evolução de variantes do português e de línguas nativas brasileiras.

Oficina de audiodescrição

Professor: Flavia Mayer

Data de início: 02/05/2019
Data de término: 04/05/2019

Vagas: 50

O direito das pessoas com deficiência visual à educação, cultura e informação por meio da audiodescrição é garantido pela legislação brasileira. Configurando-se como uma modalidade de tradução audiovisual — na qual a informação visual é traduzida em termos de informações verbais e/ou acústicas — a audiodescrição propicia a estes sujeitos melhores condições de acesso e integração social. Sendo ainda um tema emergente no país, esta oficina tem por objetivo: 1) Informar e sensibilizar os participantes sobre aspectos relativos à deficiência e princípios de inclusão no contexto da audiodescrição. 2) Apresentar os fundamentos, técnicas e princípios da audiodescrição, aplicada à imagens estáticas e dinâmicas. 3) Introduzir os participantes quanto à pratica da audiodescrição. *Necessário participante levar seu próprio computador*

Prosódia visual

Professor: Mário Fontes

Data de início: 02/05/2019
Data de término: 02/05/2019

Vagas: 50

A prosódia visual compreende, entre outros aspectos da linguagem não verbal, os movimentos que caracterizam a expressão facial. O surgimento de sistemas automáticos de codificação visual veio a viabilizar a análise dos movimentos da face, abrindo perspectivas para a investigação do papel da expressão facial na expressão de emoções, atitudes e modalidades em situações de comunicação falada. Esta oficina tem como objetivo apresentar a análise automatizada da expressão facial em situações de comunicação falada. Como instrumental de análise é utilizado o “FaceReader” da Noldus Technology que recorre, conforme propõe o protocolo “Facial Action Coding System (FACS) desenvolvido por Ekman, Friesen e Hagen (2002), às “Unidades de Ação” (Action Unities), conhecidas como AUs, e a um ambiente de reconhecimento de padrões baseado em Inteligência Artificial (IA). Os sistemas automáticos de análise das expressões faciais, utilizando as AUs do FACS e ambientes de IA, apresentam vantagens sobre o processo de etiquetagem manual, conferindo agilidade na análise das expressões faciais e ampliando o escopo das aplicações desse tipo de análise. As aplicações da análise automatizada das expressões faciais a vários campos profissionais em contextos como a análise da expressão visual na comunicação falada, a avaliação de peças publicitárias, a identificação de veracidade em depoimentos forenses, a avaliação de estados clínicos, a automação voltada à promoção da segurança e sua utilização para fins educacionais são apontadas. Exemplos de experimentos efetuados com o uso de instrumentais de análise da expressão visual são apresentados para ilustrar como os movimentos faciais podem contribuir para a compreensão dos processos envolvidos na comunicação falada e como a prosódia visual se relaciona à vocal na promoção da expressividade da fala.

Tradução automática neural: das características às limitações de uso

Professora: Rossana Cunha

Data de início: 02/05/2019
Data de término: 03/05/2019

Vagas: 50

O crescente uso da tradução automática (TA) levou a um número maior de estudos na área. Com isso, a TA evoluiu através do uso de redes neurais (aprendizagem profunda), o que possibilitou a produção de traduções com maior qualidade. Apesar da variedade de ferramentas de TA neural disponibilizadas, verifica-se pouca disseminação sobre o funcionamento dos processos utilizados, de forma que tradutores e usuários possam compreender como as traduções são geradas. O objetivo desta oficina é apresentar a forma como esses sistemas são desenvolvidos e suas principais características. Será apresentada uma breve visão geral teórica sobre o funcionamento da TA neural, além de aplicações e a forma como o tema é abordado pela mídia. Aliado a esse viés teórico, será apresentado um modelo de tradução que utiliza corpus paralelo como dados de treinamento e um ferramenta de TA neural (desenvolvida com a linguagem de programação Python) para ilustrar o funcionamento do modelo, bem como produzir discussões sobre o tema. Espera-se assim elucidar o uso dessa tecnologia e promover uma visão geral sobre a utilização da TA neural e suas limitações.

Popularizando a Linguística

Professora: Mahayana C. Godoy

Data de início: 03/05/2019
Data de término: 04/05/2019

Vagas: 50

Devido aos inúmeros cortes de investimento em ciência e tecnologia, pesquisadores de diversas áreas têm percebido a necessidade de mostrar ao público a importância de nossas pesquisas. Isso tem levado a um aumento de interesse por atividades de popularização da ciência que são feitas tanto por acadêmicos quanto por jornalistas e escritores. No Brasil, há diversas iniciativas interessantes de divulgação na área de linguística, como o blog #Linguística da Rede de Blogs da Unicamp, os Spins de Notícias especiais de Linguística do canal Deviante, a revista da ABRALIN Roseta, a produção de vídeo por parte de organizações como a Olimpíada Brasileira de Linguística, entre outros. Apesar dessas iniciativas, a formação dos doutores em nosso país dificilmente cria oportunidades para que novos pesquisadores aprendam a se comunicar com um público de não especialistas, ainda que muitos tenham interesse em fazê-lo. O objetivo dessa oficina é apresentar iniciativas de divulgação científica em Linguística no país e discutir maneiras de divulgarmos nosso trabalho para um público mais amplo. Teremos atividades práticas sobre como transformar nossos tópicos de pesquisa em textos interessantes para pessoas sem treinamento acadêmico e debateremos maneiras de incluir atividades de divulgação científica nas disciplinas ministradas nos cursos de Letras/Linguística a fim de que a popularização da ciência passe a fazer parte da nossa formação acadêmica.